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"Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim." João 5.39 "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra." 2Tm 3.16,17

sexta-feira, 16 de agosto de 2013


CRISTO TORNA POSSÍVEL SUA CAUSA PERDIDA

Txt. Mc 1.40-45

40 Aproximou-se dele um leproso rogando-lhe, de joelhos: se quiseres, podes purificar-me.
41 Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: Quero, fica limpo!
42 No mesmo instante, lhe desapareceu a lepra, e ficou limpo.
43 Fazendo-lhe, então, veemente advertência, logo o despediu
44 E lhe disse: olha, não digas nada a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, para servir de testemunho ao povo.
45 Mas, tendo ele saído, entrou a propalar muitas cousas e a divulgar a notícia, a ponto de não mais poder Jesus entrar publicamente em qualquer cidade, mas permanecia fora, em lugares ermos; e de toda parte vinham ter com ele.


INTRODUÇÃO
A lepra na época de Jesus era uma doença pior que a AIDS ou câncer nos dias atuais, pois as pessoas que contraem essas doenças podem conviver com outras pessoas. Diferentemente a pessoas que contraísse lepra estava fadada ao isolamento.
Vejamos algumas características da lepra:
Era a pior doença que alguém poderia contrair. A palavra grega usada para lepra era usada para uma variedade de doenças similares; algumas delas eram contagiosas, degenerativas e mortais. A lepra descrita no texto em apreço era deste tipo: uma doença insidiosa, repulsiva, lenta, progressiva, grave e incurável. Ela transformava o enfermo numa carcaça repulsiva. O leproso era considerado um morto-vivo. A cura da lepra era considerada como uma ressurreição. Só Deus podia curar um leproso.
1 – a lepra é mais profunda que a pela (Lv. 13.3);
2 – a lepra separa (Lv 13.45) a pessoa deve ficar em lugar isolado;
3 – a lepra insensibiliza (muitas vezes só descobria que tinha lepra quando queimava a pela e não sentia dor)
4 – a lepra deixa marcas (o doente começa a perder os dedos, o nariz, os lábios, as orelhas)
5 – a lepra contamina (é uma doença contagiosa)
6 – deixa a pessoa impura (deixa a pessoa banida do lar, da sociedade, do culto)
7 – a lepra mata (a pessoa ia perdendo os membros do corpo, apodrecendo. Uma pessoa com lepra estaria morrendo às mínguas sem nenhuma expectativa de cura);
Agora imagine:
Um homem com sua família, sua fonte de subsistência, seus amigos, prestígio social começa a notar uma mancha branca na sua pela, uma insensibilidade. Preocupado vai até ao sacerdote e mostra aquela micose. O sacerdote deixa-o reservado por sete dias. Depois dos sete dias não há melhoras, novamente fica mais sete dias. Durante esses sete dias o homem pensa na família, talvez ficasse desesperado, imaginando está contaminado, mas ainda resta uma esperança, pois poderia ser uma inflamação, ou micose qualquer. Mas cabo os sete dias os sacerdotes novamente o examina e dá o diagnóstico: é lepra! Um profundo sentimento de angustia envolve o homem. Suas vestes serão queimadas. Ele passa em casa e pega suas coisas sem poder abraçar a família para se despedir e passa a viver fora da cidade, em cavernas, desertos, cheias de outras pessoas piores do que ele. Depois de muitos anos a lepra toma conta de todo seu corpo, o seu fim é inevitável. Quando passa perto das pessoas tem que usar um sino e gritar: imundo! Imundo!. Mas ele passa a ouvir falar de Jesus e decide procurá-lo. E a partir desse instante que tudo começa a mudar na vida deste leproso.

I – AS ATITUDES DO LEPROSO
1 – Aproximou-se
Essa atitude deste homem estava quebrando muitas regras da lei acerca da lepra. Ele saiu de sua habitação, o leprosário, entrou no povoado onde Jesus estava e fez o que não podia fazer: aproximou-se de outra pessoa. Ele deveria está gritando quando alguém se aproximasse dele: Imundo! Imundo! Para que os outros se afastassem.
Mas ele teve uma atitude de determinação. Ele aproximou-se de Jesus de uma forma que Jesus pode tocá-lo. Ele saiu de sua caverna de isolamento. Saiu de sua dor. Saiu de seu complexo e enfrentou muitas conseqüências.
  • Podia ser apedrejado;
  • Podia ser frustrado, se todos saíssem correndo dele;
Mas ele tinha uma grande necessidade, um grande desejo: chegar perto de Jesus e apresentar sua causa perdida.
2 – rogando-lhe de joelhos.
Neste ato demonstra humildade, ao reconhecer o senhorio de Cristo:
  • Adorou (Mt. 8.2)
  • Com o rosto em terra (Lc 5.12)
  • Chamou de Senhor (Mt. 8.2)
  • Ele reconheceu que tinha necessidade não apenas da cura, mas de Cristo também.
3 - se quiseres, podes purificar-me.
Ele sabia que Jesus podia curá-lo, mas não sabia se Jesus estava disposto a isso, devido ele ser leproso.
  • Não havia dificuldade de se aproximar de um cego;
  • Não havia dificuldade de se aproximar de um coxo;
  • Não havia dificuldade de se aproximar de mudo;
  • Não havia dificuldade de se aproximar de um febril;
  • Não havia dificuldade de se aproximar de um endemoninhado;
  • Mas se aproximar de um leproso poderia ser algo repulsivo, por isso ele não sabia se Cristo iria se aproximar dele.
Mas mesmo assim demonstrou fé.
Se quiseres podes purificar-me.
Foi uma declaração de reconhecimento do poder de Jesus.
  • Pela fé pisamos os terrenos dos milagres;
  • Pela fé vemos a glória de Deus;
  • Pela fé vivemos sobrenaturalmente.
  • Os limites dos homens não esgotam as possibilidades de Deus.
4 – Se Quiseres (submissão)
Neste momento ele demonstra submissão a Cristo e sua vontade.
  • Ele não exige, mas suplica com fervor;
  • Ele não decreta, roga;
  • Ele não reivindica direitos, mas clama por misericórdia;
  • Ele não impõe seu querer, mas se submete à vontade soberana de Jesus.
  • Submissão é um passo imprescindível para recebermos as bênçãos de Deus em nossa vida.

II – A ATITUDE DE JESUS
1 – Jesus profundamente compadecido.
Jesus sempre tem reações, atitudes diferentes de outras pessoas. Qualquer pessoa neste momento teria pegado em pedras e atirado no leproso, ou teria fugido dele, ou chamado às autoridades.
  • Mas Jesus simplesmente se compadeceu dele.
  • Jesus compadece de nossas necessidades;
  • Jesus sente amor ao invés de repúdio;
  • Jesus não escorraça, mas se aproxima;
Há muitos na sociedade que nós repudiamos, mas deveríamos seguir o exemplo de Jesus: ter compaixão, amor e se for preciso nos aproximar.

2 - estendeu a mão, tocou-o
  • Jesus acaba de fazer algo terrível perante a Lei de Moisés.
  • Pois a lei diz que quem tocar no impuro fica contaminado e por sua vez impuro.
  • Mas o contrário acontece: ao invés de Jesus ficar impuro, foi o leproso quem ficou limpo.
  • Neste momento da passagem há algo que podemos destacar: o toque de Jesus.
  • Imaginem: este leproso já estava em estágio avançado e a lepra é algo que mata lentamente. Entendemos que ele já sofria de lepra há muito tempo. E, dessa forma, nunca mais havia sido tocado por ninguém. Há muito tempo não sabia o que era um abraço.
  • Outra coisa pode ser destacada: Jesus muitas vezes curava sem tocar, apenas com a palavra. Mas neste momento fez questão de tocar. Mostrando que tem poder sobre qualquer enfermidade, mesmo que seja contagiosa.
  • O toque de Jesus é maravilhoso;
  • Você pode ser tocado por Jesus, mesmo que muitos não te tocam mais;
  • Jesus pode te abraçar, mesmo quando os irmãos, amigos, parentes não te abraçam mais;
3 - Quero, fica limpo
Uma palavra que ultrapassou barreiras da lógica, métodos científicos e a medicina da época.
  • Foi uma palavra extraordinária;
  • Cura foi completa e instantânea;
  • O milagre foi público, imediato e completo;
  • O sacerdote poderia declará-lo limpo;
  • Mas Jesus tornou-o limpo;

Diferentemente de muitos milagres que acontecem por parcelas na televisão. Não ficam de pé se forem cuidadosamente submetidos à investigação médica.
Jesus cura completamente e pode ser verificado por qualquer um. O no mesmo instante a lepra desapareceu e o homem ficou limpo.

III – DUAS ORDENS DE JESUS.
1 - Mostra ao sacerdote conforme manda a lei de Moisés, para servir de testemunho.
Jesus estava mandando não apenas para cumprir a lei de Moisés, mas para que os líderes viessem a crer também. Os milagres de Jesus podiam ser testemunhos para salvação ou para condenação quando não crido.
2 - Não digas a ninguém;
O homem não obedeceu esta ordem de Jesus, mas saiu contando as bênçãos recebidas, e o seu testemunho foi tão alto que muitas cidades em pouco tempo ficaram sabendo dos feitos de Cristo ao ponto de ele não poder mais nem entrar para pregar o evangelho.
3 - Mas porque Jesus não queria que ele contasse a ninguém. Por dois motivos:
  • Sua missão não consistia em apenas fazer milagres, mas, principalmente, em propagar o evangelho. Então o testemunho deste homem fez com que as pessoas viessem apenas para receber curas, libertações, ou qualquer outra necessidade imediata, mas não estavam preocupados com a palavra de Deus.
  • Não queria despertar a ira dos líderes judeus precocemente, pois tinha que cumprir algo mais em seu ministério.

CONCLUSÃO.
Cristo curou aquele homem, físico, emocional, social e espiritualmente.
Jesus ainda continua curando os enfermos, limpando os impuros, restaurando a dignidade daqueles que estão com a esperança morta. Venha hoje mesmo a Jesus. Coloque a sua causa aos seus pés. Ela pode estar perdida para os homens, mas Jesus é o Senhor das causas perdidas. Ele pode restaurar, sua vida, seu casamento, sua familiar e fazer de você uma benção.

Sermão Pregado na: Congregação da 1ª Igreja Batista Dr. Roberto em Santa Maria da Vitória - BA.

Bibliografia.
LOPES, Hernandes Dias. Marcos: o evangelho dos milagres. São Paulo: Hagnos, 2006. (Coleção Comentários Expositivos Hagnos).

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